Avalon High



Avalon High pode não ser exatamente o lugar onde Ellie gostaria de estudar, mas até que não e tão ruim assim. Uma escola americana normal, freqüentada pelos mesmos tipos de sempre: Lance, o esportista; Jennifer, a animadora de torcida; e Will, o presidente da turma, jogador talentoso, bom momo... e muito charmoso! Mas nem todos na Avalon High são o que pensam ser... nem mesmo Ellie, como ela logo vai descobrir. Depois de um esbarrão durante uma corrida no parque, os destinos de Ellie e Will parecem estar irremediavelmente entrelaçados. Ela começa a notar uma série de estranhas coincidências entre o seu cotidiano e a lenda do rei Arthur -nomes similares, triângulos amorosos, sociedades secretas -, mas qual seria seu verdadeiro papel nessa história? Como em Camelot, estariam seus novos amigos fadados a um trágico destino? E, pior, o que ela pode fazer para impedir que uma profecia milenar se cumpra mais uma vez?

Esse é um dos livros que eu mais gosto *-* Como qualquer outro livro da Meg Cabot - que eu li - tem uma linguagem simples e juvenil, uma história cercada de mistérios e uma paixão de acelerar o coração.
Os garotos da Meg
são os melhores *-*

Bom, eu tava pensando em postar esse livro aqui, gostaria de opiniões verdadeiras
Ou vocês podem sugerir outros livros também :D

Não garanto, claro, mas acho que desse vocês iriam gostar. O Will é simplesmente perfeito *o* Não precisa saber da história do Rei Arthur pra entender, ok?


► Se for pra fazer comentários desnecessários, nem perca seu tempo adriane

Web - Amor é destino? ♥ FINAL

Antes de tudo, eu vou deixar bem claro uma coisa. Eu não tenho OBRIGAÇÃO nenhuma de postar no blog. Antes disso aqui, eu tenho o meu blog pessoal, tenho fotolog, tenho o meu orkut, orkut moderador, tenho 175 comunidades e o principal: tenho os meus amigos de internet. Acha mesmo que eu vou deixar de fazer as coisas que eu gosto por causa de um blog que não me da nada? Eu posto aqui porque eu GOSTO. Não é por fama nem por nada parecido. Eu não preciso disso :) Eu tenho minhas comunidades que me dão fama na internet, acha que esse blog interfere em algo na minha vida? Tenha dó. Não to feito idiota pra não postar por querer CLIQUES. Santa paciência né! Pode ter certeza que se o blog fosse atualizado todos os dias, teria leitoras mais fieis ;) Mas você não deve entender nada disso, né...
Não é só copiar e colar aqui. Eu tenho que ler (pq eu ainda não li essa web, preciso ler pra saber o que to postando) e tenho que procurar a foto, e não é fácil pq eu sempre procuro uma foto que tenha a ver com a web.
O mais engraçado é que as pessoas quando vão criticar sempre criticam em anônimo, pq tem medo da resposta. Critica construtiva eu aturo e gosto, mas critica maldosa, não. Todas vocês tem o direito de querer que eu poste mais rápido, eu também iria querer se tivesse lendo em outro blog, mas tem que entender que eu posso não ter tempo. Não posso ser escrava da internet. Só não quero que ponha palavras em minha boca, afirmando uma coisa que não é verdade.

desculpa se pareci grossa, espero que vocês me entendam, falei exclusivamente pra uma pessoa. ;)






Depois de algum tempo eu decidi sair um pouco, pra respirar e por meus pensamentos no lugar. Acabei chegando á cantina, então resolvi tomar um suco. Pedi que a garçonete o trouxesse e me sentei na mesa mais distante, pra que ninguém me enchesse o saco.
Matheus: Posso sentar? – ele apareceu alguns minutos depois, com dois copos de suco na mão, de frente pra mim.
Carol: Senta :) – eu dei um meio sorriso e ele se sentou, me entregando um dos copos.
Matheus: E aí, como foi lá?
Carol: Ele não sabia ainda...
Matheus: Não?
Carol: Não, eu que tive de contar... – eu olhei pra ele – Tadinho, Matheus. Eu não quero ver ele sofrer...
Matheus: Eu também não, Carol. – ele sorriu, acarinhando a minha bochecha – Eu sei que é barra pra você, enfrentar tudo isso. Mas vai dar tudo certo :}
Carol: É barra mesmo... Mas eu não vou desistir dele, não :} A gente ainda tem uma vida linda pra viver juntos, eu e ele *-* E eu sei que essa é só uma fase difícil que a gente tem que superar juntos :D

Matheus: É... :} – ele sorriu, me olhando com uma carinha divertida.
Carol: Que foi? :)
Matheus: Quê? – ele desviou os olhos de mim, vermelho.
Carol: Tava me olhando assim por que?
Matheus: Eu? :$
Carol: HSUAHSUHAUSHA' É, né?
Matheus: Nada :l
Carol: Fala :p
Ele me olhou por alguns instantes, depois sorriu, ainda vermelho :}
Matheus: Sei lá. Esse teu jeito de ver a vida é tão... lindo :$ – ele bebeu um pouco mais de suco – O Pedro tem sorte :}
Eu não sabia ao certo o que responder. Minhas bochechas queimaram, e eu fiquei completamente sem jeito :l
Carol: Brigada? :$
Matheus: HSUAHSUAHSUAHS' – ele riu, se levantou e me deu um beijo na testa – Vou ver como ele está :)
Eu fiquei lá sentada, olhando pro copo :B

Quarta-feira, duas semanas depois.
Eu estava na cantina, arrumando algo pra ser o meu café da manhã, já que havia saído muito cedo de casa :l
O Pedro continuava internado, sem muitas melhoras. Ele havia emagrecido um pouco, e alguns machucados dele teimavam em não cicatrizar mais. Era barra.
Eu havia decidido então, que iria priorizar a saúde dele, ou seja, colégio estava totalmente em segundo plano. Seria terrível pra mim ir pro colégio, com o pensamento no Pedro :/ Ele havia odiado essa decisão, mas, como eu disse que não tinha acordo, ele não reclamava tanto.
Peguei uma esfirra e um suco de laranja e me sentei numa das mesas, ouvindo o IPod do Pedro *-*

Marcos: Oi? :} – ele puxou uma cadeira e se sentou na minha frente :x Eu me espantei ao vê-lo, já que fazia tempo que ele havia sumido do mapa.
Carol: Marcos? -' – eu não demontrei nenhuma alegria.
Marcos: Tudo bom, linda? – ele sorriu, como se fossemos amiguinhos --'
Carol: Estava ótimo. – eu dei um sorrisinho amarelo – O que você quer aqui?
Marcos: Meu amigo tá doente, vim ver como ele está.
Carol: Seu amigo? Hm, acho que você ta no hospital errado, então.
Marcos: Carol, por que você me trata assim? – ele me encarou, fazendo carinha triste -.-
Carol: Nossa, essa sua cara de pau me assusta :o

Marcos: Ah, qual é.
Carol: Marquinhos, querido. Por que você não faz o favor de SUMIR da nossa vida pra sempre, ein? :3
Ele me encarou, completamente sério.
Marcos: Porque eu te amo.
Carol: SHSAUSHAUSHA' Tá.
Marcos: Eu tô falando sério.
Carol: Claro que está, Marcos :} – eu me levantei, peguei meu copo de suco e minha bolsa e saí. Ele veio atrás de mim, segurando o meu braço.
Marcos: Carol, olha pra mim. Eu te amo! – ele sorriu – Fica comigo. Eu juro que vou te fazer feliz!
Carol: Sabe qual é o único jeito de você me fazer feliz, Marcos? – eu puxei meu braço – Sumindo da vida do meu namorado e me deixando em paz! – eu virei as costas pra ele, mas ele voltou a me segurar.

Marcos: Será que é tão difícil de entender? EU TE AMO, Caroline. Eu preciso de você, eu quero cuidar de você! – ele segurou meus braços – Me dá uma chance. Eu mudei por você!
Carol: Mudou? Ha-ha-ha. Gente como você não muda, Marcos. Você não tem caráter! Não vale o feijão que come! Faz o favor de sair daqui, e não voltar mais.
Eu me direcionei para os corredores, deixando-o um pouco mais atrás.
Marcos: Você pensa que eu não sei que você está com o Pedro por pena? – eu senti a raiva minar no meu corpo, voltando a me virar pra ele.
Carol: Pena eu tenho de você, que tem inveja do Pedro.
Marcos: Inveja? Ele vai morrer, garota. Você sabe o que é CÂNCER???

Eu senti minhas veias queimarem dentro da minha pele, e por uma fração de segundo cheguei a ficar cega, de tanta raiva :@' Serrei meus punhos involuntariamente e meti a mão na cara dele. Não, não foi um tapa, ou um soquinho. Foi um MURRO!
Ele chegou a se afastar pra trás, tamanha foi a força que eu coloquei *-* Minha mão doía, e eu ainda tremia de raiva. Ele se levantou, com ódio nos olhos, com o rosto meio vermelho.
Marcos: Você tá louca, garota?
Carol: Mais um 'A' que você falar sobre o Pedro, e aí sim você vai me ver louca.
Ele veio pra cima de mim, com uma raiva tão medonha, que eu achei que fosse me bater. Ele parou na minha frente, olhando sério nos meus olhos, sem mover um músculo.


Marcos: Eu só disse isso porque eu te amo, e não quero ver você jogando fora a sua vida pra se prender ao lado de um cara que se importa mais em se o cabelinho lindo dele vai cair, do que com a saúde. Se você quiser ficar do lado dele, tudo bem. Eu vim aqui lutar por você, porque apesar de todos os meus erros e dessa raiva que você sente por mim, eu te amo. Mas foda-se o que você vai fazer da sua vida, eu só queria que você pensasse no seu futuro. Se você não quer, fica aí de infermeirinha retardada, jogando a sua vida na beira da cama de um doente. – ele virou as costas e foi embora

Sábado, um mês e meio depois.
O dia tava lindo e eu havia acordado com saudades do Pedro *-* Fui até uma lojinha que tinha perto de casa e comprei um daqueles ursinhos pequetitos, muito fofo :} pra dar pra ele ( eu sei que é besta, mas a gente sempre trocava ursinhos :B ). Cheguei no hospital, cumprimentei as enfermeiras ( algumas já tinham virado minhas amigas ), e fui para o quarto do Pedro.
Carol: Bom dia, amooor! *--* – ele estava encostado na janela, olhando pra fora.
Pedro: Oi. – eu fui dar um beijo nele, mas ele desviou.
Carol: Tá tudo bem?
Pedro: Ótimo.
Carol: Não ta não.
Pedro: E por que não pode estar? – ele falou grosseiramente, como nunca havia falado comigo antes, depois voltou pra janela, virando as costas pra mim.
Carol: Quê foi, garoto?
Pedro: Acabou.

Carol: Acabou o quê, Pedro?
Pedro: O nosso namoro.
Carol: Para de graçinha.
Pedro: Eu não tô de gracinha --'
Carol: Então me fala o que aconteceu!
Pedro: Aconteceu que eu... não quero mais ficar contigo, Caroline.
Eu senti as lágrimas vindo pros meus olhos, e um desespero enorme tomar conta de mim.
Carol: V-você ta brincando, né? :{
Pedro: Não. – ele tinha um tom seco.
Carol: Pedro... :S – eu fui até ele, tentanto por as mão em seu rosto, mas ele segurou meus pulsos.
Pedro: Por favor. Não faz isso ser mais... difícil. – eu via uma lágrima tentando cair dos olhos dele, mas isso não coinsidia com a friesa com que ele estava me tratando D:

Carol: Você não pode fazer isso...
Pedro: Eu já decidi. – ouvir aquilo me cortou por dentro, me fazendo estremecer.
Eu peguei a minha bolsa, tirei o ursinho de dentro dela e joguei aos pés dele.
Carol: Se você quer se tornar um idiota, tudo bem. Só que eu não vou deixar você brincar comigo. – eu vi uma lágrima cair dos olhos dele, me fazendo ter ainda mais raiva :@'
Saí do quarto e bati a porta com toda a força, já sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu mal sentia o chão sob meus pés. A raiva que eu estava do Pedro quase me cegava. Quando cheguei finalmente ao saguão do hospital, dei de cara com o Matheus chegando.
Matheus: Carol? O que aconteceu?
Carol: O seu amigo acabou de estragar a minha vida :{

Matheus: O Marcos veio aqui de novo? :@ – ele me segurava pelos braços, começando a ficar vermelho de raiva.
Carol: Não, Matheus. – ele me puxou pra que nós sentássemos em uns banquinhos mais próximos – O Pedro terminou comigo.
Matheus: O Pedro? Nada a ver. Ele te ama, Carol.
Carol: Ama nada. Se amasse não me faria sofrer, não me trataria como me tratou hoje.
Matheus: Carol...
Carol: Quem ama não maltrata, Matheus. Avisa isso pro seu amiguinho. – eu me levantei e saí. Peguei um táxi e fui pra casa, pra poder chorar quieta na minha cama.
Sexta-feira, um mês depois.
O tempo passou, e aquele amor ainda estava dentro de mim. Eu acordava todos os dias de manhã, achando que tudo aquilo fosse um pesadêlo. Minhas notas na escola estavam péssimas, e eu realmente não sei como a Mari, o Bruno e o Matheus ainda me agüentavam. Qualquer conversa era motivo pra eu descarregar o meu ódio pelo Pedro e por tudo o que ele estava me fazendo sofrer :$
Talvez fosse por isso que ninguém nunca me dava notícias dele. A última vez que eu havia ficado sabendo dele foi justamente no dia em que ele terminou comigo. Ao mesmo tempo em que eu queria arrancar ele da minha vida, eu temia tê-lo deixado sozinho no hospital.
Todo aquele sentimento, toda aquela vontade de cuidar dele ainda estava dentro de mim. Foram várias as vezes que eu tive que me segurar para não ir correndo pro hospital, pra engolir o meu orgulho e fingir que nada havia acontecido.

Nos fins de semana eu nunca saía, não me divertia mais com os amigos e nem ficava mais betendo papo. Eu só queria ficar no meu quarto, curtindo minha depressão ao som de Jeito Moleque :$
Era bem retardado, uma menina de 16 anos curtir uma depressão ouvindo pagode, mas deixa pra lá a.a Eu não tinha mais vontade de sair, não queria comer, nem conversar. Ás vezes nem de tomar banho, eu tinha vontade... :$
Todos os dias o Bruno ficava no meu quarto, me enchendo o saco pra que nós saíssemos, mas eu não tinha ânimo. Só de pensar na hipótese de segurar vela pra Mari e o Bruno, meu coração já tremia. Sempre que nós saíamos juntos, eu estava com o Pedro '-'
A Mari também ficava direto lá em casa, sempre me chamando pra ir ao shopping ou passear, nem que fosse dar uma voltinha no quarteirão :s

O Matheus ficou do meu lado, todo esse tempo. Os piores momentos, quando eu me acabava em lágrimas, ele estava comigo, pra me aconselhar e me fazer sorrir. Matheus: Carol, olha pra mim. – eu estava deitada na cama, me derretendo de tanto chorar. Ele tocou meu queixo com um dos dedos, me fazendo olhá-lo nos olhos – Você não merece sofrer assim! Por que você não sai pra se divertir?
Carol: Você falou com ele?
Matheus: Com quem?
Carol: Com o Pedro, Matheus '-'
Matheus: Falei.
Carol: E...?
Matheus: E... você tem que levantar dessa cama e se arrumar, porque nós vamos sair! :)
Carol: Matheus...

Matheus: Eu não concordo com os motivos dele, Carol. Mas não há nada que nós possamos fazer, a não ser seguir a vida adiante.
Carol: Ele te disse o porque? – ele assentiu – Me conta, Matheus! Ele não me ama, né?
Matheus: Desculpa, Carol. Mas eu não posso te contar.
Carol: O QUÊ? – eu me afastei dele, sem acreditar que ele seria insencível a esse ponto :B
Matheus: Me entende, Carol. Do mesmo jeito que eu não conto pra ele como você está, eu também não posso contar pra ti o que acontece com ele.
Carol: Tá :l – eu me sentei na cama, e ele me abraçou.

Sexta-feira, início das férias julinas.
Mari: É claro que você vai! O Fábio vai noivar, Caroline! – Matheus, Mari e Bruno estavam no meu quarto, quase me matando pra ir á festa de noivado de um amigo nosso ( aquele, que foi com a gente pra praia ).
Carol: Fala pra ele que eu morri, tenho certeza de que ele vai entender.
Matheus: Como você ta chata, menina. Anda, vai lá tomar um banho.
Bruno: É, Carol. Vaaaaai *----*
Carol: Por que vocês querem TANTO que eu vá? – eu me ajoelhei na cama, desconfiada.
Matheus: Por que esses dois vão ficar se agarrando, e eu não quero ficar de vela :D – a Mari mostrou a língua pra ele e abraçou o Bru, que nos deu uma piscadinha pervertida :o

Carol: SHAUSHAUSHSUAH' Ah, gente. Se agarrem não. Eu não quero ir.
Bruno: Eu vou agarrar a Marina. Se você não for, a Victória vai estar lá, o Matheus vai estar lá... E aí, fudeu :D – Victória é a guria que estava com o Matheus na praia, e que algum tempo depois quase fez ele ser preso, por motivos que ele não quis nos contar õ.O
Carol: Você não vai ficar com aquela lá, né Matheuzinho? :3
Matheus: Ah, vai saber... – ele fez uma carinha pervertida e piscou pra mim – Ela me enlouquece *-* SHAUSHASUAHSUAH'
Bruno: Também, uma loira daquelas... – ele falou, ou melhor, acho que pensou alto demais :o
Mari: É o que, Bruno? – ela se soltou dele, ficando vermelha. IEHOHIEHOEIHEO'
Bruno: Não, amor. Eu quis dizer que ela é ruim pro Matheus, só isso... – ele tentou abraçá-la, mas ela desviou, empurrando-o.
Mari: Claro. Eu nasci ontem, sabia não? ¬¬'

Matheus: Que liiiindo. Estão brigando por mim *-*
Mari: Por VOCÊ, Matheus? --' Meu namorado que é assanhadinho, não tem nada a ver com você. – o Bruno abraçou ela, cochichando algo em seu ouvido, de um jeitinho bem pervertido...
Carol: Ah, pode parar, Bruno. Sem safadeza no meu quarto!
Mari: Safadeza? – ela empurrou ele, fazendo-o cair num puf no chão – Se ele ta querendo safadeza, ele que vá pedir pra LOIRAAAASSA do Matheus ¬¬'
Matheus: Isso pegou meio mal, Marina :$
Ele fez uma carinha envergonhada, fazendo com que todos ríssemos.
Carol: Muito mal... a.a SAHUSHAUSHAUSHAUSAH'
Matheus: Viu, viu? – ele mostrou a lingua pra mim – Ta decidido então. Você vai com o Bruno, eu vou com a Mari.
Mari: É. Só espero que esse safado não agarre você, Carol --'
Bruno: Marininha, minha vida. Eu tava brincando, amor. Você sabe que não tem ninguém melhor que você *-*
Mari: Nem a VICTÓRIA? ¬¬
Bruno: Muito menos ela, princesa. Pra mim é só você, a dona da minha vida! :} – ele foi até ela, com cara de 'cachorrinho que caiu da mudança', e eles acabaram se beijando :}

Eu senti uma dorzinha no coração. Ele parecia o Pedro, quando falava comigo D': Minha garganta apertou, e eu senti uma lágrimazinha irritante tentando pular dos meus olhos. Eu tentei disfarçar, mas olhei pro Matheus sem querer, e ele me viu com cara de choro. Ele veio até mim e me abraçou, então eu me derramei sobre ele.
Nós nos apertamos num abraço forte, enquanto eu liberava uma mágoa que estava dentro de mim a muito tempo. Eu soluçava, e logo o Bru e a Mari vieram nos abraçar também :} Agora eu sentia uma dor ainda maior no coração, pensando no 'por quê' de o Pedro me maltratar tanto assim.
Mari: Não fica assim, amiga.

Eu chorava feito criança, abraçando os três ao mesmo tempo :B
Matheus: É. Você não merece sofrer desse jeito!
Aos poucos eu fui parando de chorar, depois me soltei e olhei cada um nos olhos, com um meio sorriso e uma força que saiu não sei de onde.
Carol: Chega! Eu não vou mais deixar a minha vida de lado pra sofrer pelo Pedro! – eu fui até o guarda-roupa, peguei um vestido e sorri – A gente vai nessa festa, e vai ser um arraso! *-*

Eu tomei um banho que pareceu lavar minha alma, e me arrumei o mais linda possível. Todo mundo se assustou ao me ver mudar de humor assim de repente, mas adoraram *-* Saímos de casa umas oito da noite, com aplausos dos meus pais pela nossa "chiquesa" :$ EHIOEIHEOIEOHIEOHEI' Chegamos á festa, cumprimentamos o Fábio e a Nicole ( os donos da festa :D ) e fomos pra pista de dança, que tinha uma música altíssima, tipo rebolation *o*
A Mari e o Bruno foram dançar, e eu e o Matheus também. Ele dançava bem demais *-* Rá, só eu pra ter amigos tão fodas ;D IEHOEIHEOHIEOHIE' Ele tentou me ensinar alguns passos ( o rebolation ainda não era moda, mas ele já sabia vários passos *-* ), mas eu, como sou espertíssima, não peguei praticamente nenhum :$ IHEOEIHOEIHEOHIEOHIE'

Carol: Ah, chega, Matheus. Eu não sei dançar, pronto!
Matheus: HSUAHUAHSA' Nada a ver, Carol. Você ta mandando bem!
Carol: Ahaaaam. – ele riu, e eu olhei pro outro lado, desejando não ter feito isso no mesmo instante.
Ele estava lá. Eu não podia acreditar. O Pedro estava parado na minha frente, olhando pra mim. Eu parei de dançar na mesma hora, sentindo meu corpo todo tremer, minha boca ficar seca, e toda aquela coragem se esvair do meu corpo.
Eu pensei que ele fosse falar comigo, me pedir desculpas pelo que ele fez. Mas ele continuou parado, fixo no chão, me olhando com uma expressão diferente.
Ele parecia me amar. Me olhava como antes, quando nós éramos perfeitos um para o outro. Eu sorri por um segundo, mas logo uma garota apareceu.

Ela o abraçou, sorrindo de orelha a orelha. Eu senti um buraco se formar dentro de mim, dentro do meu coração, e o meu sorriso se desfez. Eu não conseguiria vê-lo com outra, não conseguiria vê-lo beijando outra.
Eu saí correndo. Ainda pude ouvir o Matheus gritar por mim sem entender. Mas eu não podia ficar ali, e não podia presenciar o que seria a minha sentença de morte. Eu corri o mais rápido que eu pude, vendo apenas flashes de luz nos meus olhos. Quando eu vi, já estava com uma garrafa de vodka na mão. Não me perguntem de onde eu tirei aquilo, por que eu realmente não sei Eu bebi um gole, sentindo minha garganta esquentar, e tudo rodou por alguns segundos. Era boa a sensação :l Ao mesmo tempo que meu coração sangrava, eu me sentia menos infeliz, por conta da vodka.

Acabei bebendo um litro inteiro, ficando praticamente bêbada. Meus olhos estavam pesados, e eu me deitei na grama, provavelmente no jardim. Ouvi alguns passos vindo na minha direção, e percebi a voz do Pedro distante.
Pedro: Carol? Ah, meu Deus... – ele me levantou um pouco mais, me segurando como um bebê.
Carol: Por que você me odeia tanto? – eu mal conseguia abrir os olhos.
Pedro: Não era o que você está pensando, vida. Aquela menina é prima da minha mãe, eu... – ele estava com uma vozinha triste, me olhando como se eu estivesse morrendo.
Carol: Você me odeia... – eu o cortei, olhando-o nos olhos, enquanto lágrimas caíam dos nossos olhos ao mesmo tempo – Me fez te amar durante todo esse tempo, depois me jogou fora, me mandou embora da sua vida, pra me fazer sofrer.
Pedro: Eu nunca te odiei, meu amor. Eu só fiz o que achei que seria o melhor pra você.

Carol: Se você quisesse fazer o que era melhor pra mim, teria ficado do meu lado.
Pedro: Desculpa, linda. – ele me deu um beijo na testa, com várias lágrimas nos olhos – Eu só não queria te prender á um cara que vai morrer.
Carol: Você... você não vai morrer...
Pedro: Voce me perdoa?
Carol: Te perdoar? – eu estava meio bestinha depois da vodka :B
Pedro: Eu achei que você seria mais feliz se não ficasse presa á beira da cama de um doente... Mas isso doeu em nós dois, e isso me provou que eu não sou nada sem você.
Carol: Eu também não sou nada sem você... – uma lágrima rolou pelo meu rosto, enquanto nós nos olhávamos, sérios.

Ele foi chegando mais perto, pouco a pouco, até finalmente tocar seus lábios nos meus. Um arrepio enorme tomou conta de todo o meu corpo, enquanto eu o abraçava, matando a saudade que eu tinha da sua pele.
Era um beijo de saudade, onde meses e meses de distância foram sumindo, dando lugar á todo aquele amor puro, que tinha dentro da gente. Nós nos abraçamos forte, sem descolar nossos lábios um segundo sequer. Eu sentia que ele me entregava algo, uma coisa tão forte que palavra alguma seria capaz de explicar. Naquele beijo nós nos tornamos um só, onde tudo o que estava ao nosso redor parecia ter sumido, deixando apenas nós dois e aquela sensação mágica. Por fim o beijo terminou, enquanto ele beijava meu pescoço, meu ombro...
Pedro: Todo esse tempo, eu senti saudade da tua pele, do teu cheiro, da tua voz... Eu precisei de você em cada segundo do meu dia. Eu sonhei com o seu beijo todas as noites, acordando com o coração vazio. – ele sorriu, me enchendo de luz – Hoje eu te entrego ele, com todo amor que é capaz de existir.

Carol: Eu te amo! – eu o abracei sorrindo, em meio ás lágrimas que caíam do meus olhos.
Pedro: Eu também, linda. Mais do que a minha própria vida.
Nós nos abraçamos forte, e passamos a noite toda deitados na grama, olhando as estrelas. Naquela noite nós matamos a saudade, revivemos nossos momentos perfeitos e nos amamos ainda mais intensamente.
No outro dia eu fui descobrir que aquele 'reencontro' foi premeditado, pelos meus três anjinhos da guarda *-* O Matheus também havia convencido o Pedro a ir, fingindo estar interessado na prima do dele :O OIHEOHIEOHEI'

Sábado, dois anos de namoro *-*
Carol: Já chegou? *-* – eu estava com os olhos vendados, sentada ao lado do Pedro, no carro.
Pedro: Ainda não.
Carol: Quando chegar você me avisa?
Pedro: Pra quê?
Carol: Pra eu ficar mais preparada :}
Pedro: Então se prepara.
Carol: Por quê? A gente já chegou? *O*
Pedro: Não :)
Carol: Sabia que você me irrita?
Pedro: Irrito mas você me ama ;D SUHAUSAHUSH' – ele me deu um selinho e riu.

Algum tempo depois ele parou. Eu estava completamente aflita, sem saber o que ele iria fazer dessa vez *u*
Eu desci do carro com a ajuda dele, e nós andamos por algum tempo, até finalmente pararmos. Ele estava atrás de mim, segurando a venda, praticamente sem se mover. Finalmente ele desfez o nó, e eu abri os olhos, cheia de espectativa :0
Nós estávamos num morro lindo ( não o 'nosso', mas também era perfeito *o* ), de onde dava pra se ver o mar lá embaixo, e uma cidade ao longe. Era completamente perfeito *o* Eu cheguei mais perto, ainda sem acreditar que aquilo tudo era verdade.
Pedro: Oi? – ele falou atrás de mim, com uma vozinha divertida.
Carol: Oi, amor :D HSAUSHAUSHA' – eu falei depois de algum tempo, me desviando daquele lugar lindo, prestando atenção nele.
Pedro: Posso falar contigo? SHUAHSUAH'
Carol: Pode, claro *-* HSUAHS'
Ele me olhou com uma carinha linda, depois sorriu e ficou na minha frente.

Pedro: Linda... – ele olhava no fundo dos meus olhos – Dois anos :} Eu sei que você merecia muito mais que isso aqui – ele olhou á nossa volta, depois voltou a me olhar – Eu sei que você é e sempre vai ser a mulher da minha vida, e que nada que eu faça vai mudar isso que existe entre nós dois. Tudo o que eu tenho hoje, é mérito seu, por que sempre foi você, a pessoa que me ajudava a lutar pelos meus ideais, mesmo quando eu tentava esquecê-los. Eu também te devo a minha alegria, por que é só quando você está comigo que ela aparece. Eu te devo o meu coração, por que foi você que me ensinou o que era amar de verdade. Eu te devo a minha alma, porque só você me faz ter fé no que eu acredito.

Eu sentia as lágrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto eu sorria, feito criança.
Pedro: Eu quero que você saiba, Caroline... – ele se ajoelhou na minha frente, enquanto eu quase enfartava, sem conseguir dizer uma palavra – Que você é a mulher da minha vida, que é com VOCÊ que eu sonho todas as noites, que é só com você que o meu futuro vai dar certo. Sem você eu não seria nada, minha princesa. Por que apesar de todas as vezes em que você me bateu, me unhou, me machucou e judiou de mim :} – nós rimos, e mais uma vez uma lágrima rolou pelo meu rosto – eu sei que quando e onde eu precisar, eu poderei contar contigo. – ele suspirou, já com os olhos brilhando – Enfim, é por isso que eu não quero nunca mais te perder, é por isso que eu quero sempre que você esteja comigo.
Ele abaixou a cabeça, acho que tomando fôlego. Eu estava praticamente plantada no chão, sem nem respirar direito. Ele sorriu, ainda de cabeça baixa, depois pôs a mão no bolso e tirou consigo uma caixinha de veludo.

Pedro: Carol... – ele me olhou nos olhos, enquanto algumas lágrimas rolavam até suas covinhas – Casa comigo? – ele abriu a caixinha, deixando á mostra um anel lindo, cheio de diamantes *o*
Eu não consegui acreditar :0 Ele estava me pedindo em casamento :O Eu não conseguia mais falar, estava tremendo, enquanto lágrimas pulavam dos meus olhos. Por fim eu estendi a mão pra ele, pra que ele pusesse o anel, já que eu não conseguiria falar nada. Ele me deu um sorrisinho maroto, enquanto retirava o anel da caixinha e colocava cuidadosamente no meu dedo. Ele se levantou, enquanto eu olhava para o anel sem acreditar que aquilo tudo era verdade. Ele sorriu, depois beijou meu anel e me deu um selinho.
Pedro: Agora nada mais nos impede de ser feliz. – nós sorrimos, depois nos abraçamos. Foi a coisa mais linda do mundo *o* Ele me abraçou forte, enquanto me levantava do chão.
Carol&Pedro: Eu te amo! – nós dois falamos ao mesmo tempo, terminando aquele momento perfeito com um beijo que selou a nossa felicidade.

Com tudo isso, eu percebi que não era mais a mesma garota, de dois anos atrás. Ter o Pedro me fez encarar a vida de um jeito diferente, que eu não tinha antes. Eu aprendi a lutar pelo que eu desejava, aprendi a valorizar as pessoas que eu amo, aprendi o verdadeiro significado da vida e, principalmente, aprendi o que era amar de verdade.
Ter o Pedro me fez dar valor ao que eu tinha ao meu redor, me fez perceber aquela segunda maneira de fazer tudo o que parece não ser legal.
Eu descobri que o Pedro veio pra minha vida pra me ensinar a ser feliz, do melhor jeito do mundo: me amando :}



FIM ♥


Amor é destino? Escrito por
CS! web's +

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Beijos meninas! Em breve nova web!




Web - Amor é destino? ♥ Parte 22


Mari: AAAAAAH. – ela se sentou de um pulo, parecendo criança – Me conta TU-DO!!! *-*
Carol: Bom... É isso mesmo que você está pensando... :$ UASHAUAH'
Mari: Vocês...? – ela me olhou incrédula, depois me abraçou – Aaaah, Jesuuuuuuuuus! *o* Que lindo, amigaaaaa! – ela sorriu – Como foi?
Carol: Ah, ele tinha me levado pra passear numa ilha ontem... – eu sorri – Tava tudo tão lindo, tão perfeito... Daí rolou um clima, sei lá... Só sei que foi perfeito :}
Mari: Oun, amiga. Que tudo! *-*
Carol: Ele foi tão carinhoso comigo, Má *-* Ele queria que eu tivesse certeza de que era o momento certo, sabe?
Mari: Oun *-* E aí?

Carol: Ele perguntou se eu sabia o que iria acontecer... Daí eu disse que seria mais um dos momentos perfeitos dele *-* Foi tão lindo! *----*
Mari: Cara, eu sou fã de vocês... *-* HSUAHSAUSHAUSH'
Eu contei toda a história pra ela, e ela quase chorou *-* HOEIHOEHIEOHIEOIHEO' Por fim ela esperou eu me trocar, e nós descemos pro restaurante, onde todos nos esperavam para jantar.
Quando eu cheguei mais perto da mesa, o Pedro puxou a cadeira pra mim, e eu ri, toda boba. O garçom trouxe vários e vários pratos de comida pra que nós escolhêssemos, e a gente se fartou :B Ficamos conversando no restaurante durante horas, rindo e fazendo palhaçadas. Já era quase uma da manhã, quando o Pedro me chamou pra ir á praia.
Carol: Claro, amor *-*


Os outros subiram para os seus quartos, enquanto eu e o Pedro íamos á praia :} Nós tiramos os chinelos, andando com os pés na areia. Fomos até quase a beira do mar, onde nos sentamos, olhando as estrelas *-*
Pedro: Eu te amo, sabia? – ele me abraçou, dando um beijo na minha bochecha.
Carol: Eu também, amor *-* Mais que tudo!
Pedro: Sério? *o*
Carol: Aham :) – ele se inclinou pra trás e eu me deitei sobre dele, que fazia carinho nos meus cabelos, olhando nos meus olhos.
Ele me olhava de um jeito bonito, amoroso. Era lindo vê-lo ali, perto de mim, só pra mim. Eu sorri pra ele, que riu, me mandando um beijinho de longe. Nós ficamos nos olhando nem sei por quanto tempo, até que eu peguei no sono :$
Acordei algum tempo depois, sentindo ele me dar um beijo na testa e me pegar no colo, andando pela areia. Eu olhei pra trás e vi aquele mar lindo, com a lua cheia refletida *-*

Acordei no outro dia, com a luz que vinha de fora batendo na cama. Eu abri os olhos e me deparei com o Pedro sentado na cama, de costas pra mim. Eu me levantei e o abracei, lhe dando um beijinho na orelha:
Carol: Bom dia, Pedrinho.
Pedro: Bom dia, amor :) – ele abraçou meus braços, dando um beijinho na minha aliança.
Eu sorri, dei um beijinho na bochecha dele, me levantei e fui pro banheiro. Tomei aquele banho, fiz minha higiene pessoal, me troquei e saí, encontrando ele do mesmo jeito de antes, parecendo estar cansado.
Carol: Quê foi? Ta com uma carinha pensativa...
Pedro: Eu? Magina, vida... To com um pouco de sono ainda... :)
Carol: Hm – eu sorri – Eu vou aqui na Mari. Meu protetor acabou, vou pedir o dela Quer alguma coisa? :)
Pedro: Não, quero não, amor.
Carol: Beleza Então toma um banho pra espantar esse sono então, dorminhoco.
Pedro: Pode deixar :D – ele sorriu, então eu calcei meus chinelos e saí.


Cheguei na porta da Mari e bati.
Bruno: Quem é?
Carol: Fala pra Mari que é a cunhada dela.
Bruno: To com preguiça...
Eu entrei, me deparando com o Bruno só de bermuda, jogado sobre a cama
Carol: Hm. Interrompi uma safadeza, né?
Bruno: Aham. Eu estava me aproveitando da sua cunhada ;9
A Mari saiu do banheiro, devia ter acabado de tomar banho.
Mari: Mentira, Carol. Tava era implorando pra eu ir até o guarda-roupa, pegar a toalha dele --'
Carol: SHUAHSAUSHAUSHA' Eu sei, ele sempre foi folgado.
Bruno: Eu??
Eu me virei pra Mari, sem dar atenção pra ele. :D
Carol: Amiga, você ainda tem protetor solar? O meu acabou, e só vai ter pra comprar lá na cidadezinha...
Bruno: Depois eu é que sou o folgado. – ele rolou pela cama, virando o bundão pra mim --'
Carol: Claro que é ;D


A Mari foi até a penteadeira, pegou um frasquinho e me deu.
Mari: Pode ficar com esse, amiga. Eu achei que iria gastar mais, então trouxe três -'
Bruno: Viu? Ela nem sai mais pra aproveitar o sol, fica só aqui no quarto, implorando pra eu me aproveitar dela
Mari: Depois que eu bato numa praga dessas, falam que EU é que sou a ruim. :x
Bruno: Ui, bate! *-* – ela olhou pra ele furiosa, e ele apenas deu um sorrisinho, levantando e indo até ela, depois a abraçou – Nhá, você sabe que eu te amo, Marininha *-*
Carol: Oun *-* Que lindos :} Valeu, Má. Tchau pra vocês. – eu sorri e fui até a porta, fechando-a atrás de mim.


Fui até o meu quarto, sorri e entrei:
Carol: Pedrinho? Já tomou banho? – eu olhei pro banheiro, mas a porta estava aberta. Eu fui até lá, acendi a luz, mas ele não estava. Eu me virei e olhei pra cama. Ele estava caído no chão, um pouco mais á frente D: – PEDRO??? – eu corri até ele, que estava desmaiado no chão – Pedro? Fala comigo, amor! Pedroo???
Eu deixei ele no chão com cuidado e saí correndo. Bati rapidamente no quarto do Bruno e entrei. Ele estava sentado na cama, ao lado da Marina.
Carol: Bruno, me ajuda. O Pedro ta desmaiado no chão, tira ele de lá!
Bruno: O quê? – ele se levantou de um pulo, olhando pra mim assustado.
Carol: O Pedro, Bruno. Ele ta caído no chão, desmaiado! – eu sentia várias lágrimas saírem dos meus olhos, enquanto ele e a Mari me olhavam assustados.
Bruno: Vai lá chamar o Matheus! – ele passou por mim, correndo em direção ao meu quarto.
Mari: Chama o Matheus, amiga. Eu vou ajudar o Bruno. – ela também saiu, indo na mesma direção.


Eu fiquei olhando pra janela por alguns segundos, desesperada, depois corri para o quarto do Matheus.
Carol: Matheeeeeeeeeeeus? – eu bati na porta, e ele abriu, logo depois.
Matheus: Carol? O que foi?
Carol: O Pedro... Ele desmaiou, eu... Me ajuda!
Ele me segurou pela mão, me puxando pro quarto onde o Pedro estava.
Matheus: Vamos! – ele correu rapidamente pelo corredor, só de bermuda.
Quando nós chegamos no quarto, ele não estava mais lá. A Mari voltou correndo, olhando pra nós dois:
Mari: Vamos, gente. O Bruno tá levando o Pedro lá pra baixo, o hotel chamou uma ambulância. Corram! Eu vou avisar os outros e pedir pra que eles levem as nossas coisas, já desço.
Eu e ele corremos pras escadas, sem dizer uma palavra. Num estante já estávamos na porta do hotel, onde o Pedro estava sendo colocado dentro de uma ambulância, com a ajuda do Bruno D:

Eu tentei correr para perto do Pedro, mas o Matheus me segurou.
Matheus: Deixa que eu vou, Carol.
Carol: Não! Eu quero ir com o Pedro, me deixa ir com ele! Eu não vou deixar o Pedro sozinho! – eu tentei correr novamente, mas logo o Bruno me segurou.
Matheus: Você vai de carro com o Bruno. – ele segurou meus ombros, depois olhou pro Bruno por alguns instantes – Bruno, cuida dela! Eu prometo a você que o Pedro ta bem, Carol! – ele voltou a me olhar, depois foi para a ambulância.
Carol: Bruno, me deixa ir com o Pedro, por favor! – eu implorei pra ele, com os lhos cheios de lágrimas – Por favooooor!
Bruno: O Matheus vai, Carol. Ele vai ficar bem, vamos!
Carol: Não!
Eu tentei correr novamente, mas ele me puxou, me levando até o carro. De repente a Mari chegou, me abraçou e me 'ajudou' a entrar no carro.
Mari: Vamos, amiga! – ela entrou atrás de mim, enquanto o Bruno falava com o motorista da ambulância. Alguns minutos depois ele voltou.
Bruno: Tá tudo bem, Carol.
Eu não disse nada, apenas me recostei na Mari, que me abraçou. Eu me sentia fraca, sem voz e sem força alguma pra resistir. Acabei dormindo, com meu coração doendo.

Quando eu acordei, nós já estávamos de volta a nossa cidade, no hospital onde o Pedro havia sido internado da ultima vez. Eu abri os olhos, e percebi que estava sozinha no carro. Eu me levantei depressa, sentindo uma leve tontura.
Cambaleei um pouco, depois corri para o saguão do hospital. Lá estavam meus pais, a Dora, o Bruno, a Mari e o Matheus.
Assim que me viu, o Matheus veio até mim, me abraçando.
Carol: Cadê ele, Matheus? – eu senti algumas lágrimas nos olhos.
Matheus: Ele ta no quarto. Ta tudo bem :) – ele fingiu sorrir.
Carol: Eu quero ver ele!
Matheus: Você ainda não pode. Fica aqui, já o médico vem falar com a gente.
Ele voltou a me abraçar, depois me guiou até onde os outros estava, e minha mãe veio me abraçar também.
Carol: Mãe... – algumas lágrimas caíram. Ela apenas me abraçou forte, depois me deu um beijo na testa.
Marta: Nós estamos com vocês, meu bem!
Ela me levou pra sentar. Nós ficamos ali por uns dez minutos, até aquele médico que deu alta para o Pedro da outra vez, aparecer.


Doutor: Vocês são os parentes do Pedro Rocha?
Matheus: Somos sim, doutor. O que aconteceu?
Doutor: Bom. Ele teve um acúmulo excessivo de células 'doentes' na medula óssea, que o impediu de produzir glóbulos vermelhos, resultando numa anemia. – ele suspirou – Teremos que interná-lo por tempo indeterminado.
A Dora abraçou a minha mãe, chorando.
Carol: T-tá com o quê?
Doutor: É uma deficiência no sangue, decorrente da leucemia.
Carol: Mas ele vai ficar bem, né? – eu olhei pra ele, aflita.
Doutor: Nós faremos o nosso melhor. – ele fingiu sorrir.
Eu olhei pro Matheus, enquanto várias e várias lágrimas pulavam dos meus olhos. Ele veio até mim e me abraçou forte. Eu estava prestes a cair, parecia que era tudo um pesadelo e eu iria acordar a qualquer momento.
Carol: Eu... Eu quero ver ele... – eu disse, secando algumas lágrimas.
Doutor: Ele deve estar dormindo, agora.
Carol: Não tem problema. Eu só quero... estar com ele.


Ele sorriu, depois me guiou até o corredor. Andamos por uns dois minutos, até finalmente chegarmos ao quarto do Pedro. Eu o olhei através da janelinha da porta, disse obrigado ao médico e entrei.
Mais uma vez eu era obrigada a ver aquela cena. Meu namorado deitado numa cama, fraquinho e pálido. Meu coração doeu ao vê-lo daquele jeito, e por um instante, eu quis sair correndo dali. Mas eu não podia, eu devia isso a ele.
Cheguei mais perto, sentindo sua respiração fraca na minha bochecha. Dei um beijinho na testa dele e sentei ao seu lado. Por um segundo tudo o que vivemos juntos passou pela minha cabeça, me fazendo sorrir levemente, mas logo esse sorriso se desfez. Era doído demais ver o homem da minha vida naquele estado.

Eu me recostei na cadeira e fechei os olhos, enquanto várias lágrimas desciam pelo meu rosto, sem que eu pudesse conter. Acabei dormindo assim, sentindo uma saudade enorme dos olhos do Pedro, que sempre me iluminavam.
Pedro: Carol? – eu ouvi a voz dele distante. Abri os olhos lentamente, e lá estava ele, olhando pra mim, meio pálido, mas lindo *-*
Carol: Pedro :} – eu me levantei e o abracei, enquanto ele ficava sem entender.
Pedro: O que aconteceu?
Carol: Você... Tá com anemia, amor. – eu olhei ele no olhos.
Pedro: Anemia? – ele me olhou, incrédulo – Nossa, que sorte que eu tenho... ¬¬
Carol: Que isso, amor. Você vai ficar bem :}
Ele me abraçou, afundando o rosto no me ombro. Eu sentia uma vontade enorme de chorar, mas não podia fazer isso na frente dele. Depois de algum tempo ele voltou a se deitar na cama, enquanto nós olhávamos um nos olhos do outro. Eu fiquei fazendo carinho nele, beijando seu rosto e seu ombro, até ele dormir.